"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"
(Fernando Pessoa)
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Quem sou eu
- Rafael Muniz (Rafael Muniz Espíndola)
- Porto Alegre, RS, Brazil
- Técnico em edificações formado pelo Centro de Referência em Educação Profissional Parobé em 2012/1. Desenhista técnico na empresa Prisma Topografia. Estudante de Graduação em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
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sábado, 7 de maio de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
A cruz de Pedro 01
Ele estava aos pés daquele que possui a chave. Depois de uma longa viagem, àquele velho, sofrido pelo tempo, marcado pela história, foi concedido uma cruz, cujo tamanho superava-o em todos os aspectos, pelos menos três vezes maior e mais pesado do que seu próprio corpo.
Partiu, reclamando sobre coisas que já não lhe pertenciam.
Trilhava por aquelas viejas, amassadas pelos pés cansados e arrastados. Aos tropeços seguia, ainda reclamando.
Avistou ao longe um homem corpulento, esbanjando saúde e vigor, notou que sua cruz era menor que a palma de sua mão.
Tomado de súbita raiva, voltou.
Esbravejou sobre Ele toda sua raiva, inveja daquilo que vira enquanto trilhava os caminhos tortuosos para a redenção.
Pediu-Lhe, não, não serei ameno com as palavras, aquele velho Lhe ordenou que trocasse sua cruz.
Ele, na sua complacência perguntou-lhe se teria certeza do que estava pedindo para carregar naquele caminho cujo fim era incerto e inseguro, talvez. E o velho com sua arrogância e senso de imortalidade disse-lhe estar certo do que pedira.
Trilhando pelo mesmo caminho, já não notara as pedras no mesmo caminho nem a tortuosidade da caminhada, não importava mesmo, ele conseguira carregar a cruz enchendo seu próprio peito de orgulho.
Tristes almas pediam-lhe afago, suplicando atenção, mas, embebido no seu egoísmo fútil de pseudo-imortalidade, ignorava-as afirmando não haver tempo para assuntos inúteis, assim mesmo, como dizia "assuntos inúteis", pois sentimentos não davam lucros...
Trilhava mais uma vez, e nem desconfiava de que pisoteava sua alma com aqueles passos cheios de falso vigor, já que se vangloriava do "sucesso" que obteve aos pés Dele para que lhe relevasse o peso que carregava.
Não olhava o seu caminho, e sim seu horizonte. Com isso, tropeçava, mas não aprendia a olhar o chão em que pisava ao olhar o horizonte.
Quando resolveu de fato olhar o caminho em que troteava, este não possuia fim. O penhasco lhe veio...Necessitava de algo cujo tamanho superará-lo-ia em todos os aspectos, pelo menos três vezes maior e mais pesado do que seu próprio corpo.
Penou, perambulando para que Ele lhe rendesse a um novo pedido... sim, agora seria um pedido...
(mais um no ócio da aula de perspectiva)
Partiu, reclamando sobre coisas que já não lhe pertenciam.
Trilhava por aquelas viejas, amassadas pelos pés cansados e arrastados. Aos tropeços seguia, ainda reclamando.
Avistou ao longe um homem corpulento, esbanjando saúde e vigor, notou que sua cruz era menor que a palma de sua mão.
Tomado de súbita raiva, voltou.
Esbravejou sobre Ele toda sua raiva, inveja daquilo que vira enquanto trilhava os caminhos tortuosos para a redenção.
Pediu-Lhe, não, não serei ameno com as palavras, aquele velho Lhe ordenou que trocasse sua cruz.
Ele, na sua complacência perguntou-lhe se teria certeza do que estava pedindo para carregar naquele caminho cujo fim era incerto e inseguro, talvez. E o velho com sua arrogância e senso de imortalidade disse-lhe estar certo do que pedira.
Trilhando pelo mesmo caminho, já não notara as pedras no mesmo caminho nem a tortuosidade da caminhada, não importava mesmo, ele conseguira carregar a cruz enchendo seu próprio peito de orgulho.
Tristes almas pediam-lhe afago, suplicando atenção, mas, embebido no seu egoísmo fútil de pseudo-imortalidade, ignorava-as afirmando não haver tempo para assuntos inúteis, assim mesmo, como dizia "assuntos inúteis", pois sentimentos não davam lucros...
Trilhava mais uma vez, e nem desconfiava de que pisoteava sua alma com aqueles passos cheios de falso vigor, já que se vangloriava do "sucesso" que obteve aos pés Dele para que lhe relevasse o peso que carregava.
Não olhava o seu caminho, e sim seu horizonte. Com isso, tropeçava, mas não aprendia a olhar o chão em que pisava ao olhar o horizonte.
Quando resolveu de fato olhar o caminho em que troteava, este não possuia fim. O penhasco lhe veio...Necessitava de algo cujo tamanho superará-lo-ia em todos os aspectos, pelo menos três vezes maior e mais pesado do que seu próprio corpo.
Penou, perambulando para que Ele lhe rendesse a um novo pedido... sim, agora seria um pedido...
(mais um no ócio da aula de perspectiva)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
"Timoneiro"
O primeiro do ano...
Relembro o que passou...
E vou seguindo em frente...
Timoneiro
(Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho)
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
É ele quem me navega
Como nem fosse levar
A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
sexta-feira, 16 de julho de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Um pila pelo que tu pensas
sábado, 20 de março de 2010
Em cima da hora
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Em cima da hora
Técnica mista: lápis de cor, gis de cera, tinta acrílica, graffite sobre pepel branco 180g
Exibido na 5° Mostra de Desenho Livre do RS - Segundo lugar na premiação
tema: vida e obra de Leonardo Da Vinci
obs.: estilizei o Mestre, tomara que não tenha se revirado quando me viu fazer isso... Também fiz um paralelo com sua genealidade comparando o tempo dele com o nosso, como era à frente de seu tempo, imaginei-o em nosso época, tornando-se escravo um mestre que outrora era dono do seu próprio tempo...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Histórias de Trabalho
terça-feira, 11 de agosto de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Neurozes de guerra - O veterano
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Choro do Violino
Acrílico sobre tela - 60x40 - st.-2008 . Interessante desta tela é que eu a fiz espôntaneamente, pois estava assistindo a uma orquestra onde mostrou um solo de uma violinista, achei intrigante o jeito e o sofrimento dela quando tocava cada nota, ela vibrava com as notas, então, resolvi de imediato eternizar aquela lembrança.
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